{"id":663,"date":"2017-08-21T15:17:21","date_gmt":"2017-08-21T18:17:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.usp.br\/cje\/?p=663"},"modified":"2022-06-02T13:32:21","modified_gmt":"2022-06-02T16:32:21","slug":"o-desgaste-de-termos-como-empoderamento-e-protagonismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cje.eca.usp.br\/?p=663","title":{"rendered":"O desgaste de termos como \u201cempoderamento\u201d e \u201cprotagonismo\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Ricardo Alexino Ferreira \u00e9 professor associado (livre-docente) da ECA e membro da Comiss\u00e3o de Direitos Humanos da USP<\/p>\n<p>Publicado no <a title=\"Posts de Reda\u00e7\u00e3o\" href=\"http:\/\/jornal.usp.br\/artigos\/o-desgaste-de-termos-como-empoderamento-protagonismo\/\" rel=\"author\">Jornal da USP<\/a>\u00a0em 21\/08\/2017<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"wpsdc-drop-cap\">C<\/span>om o agendamento das quest\u00f5es das diversidades, algumas palavras t\u00eam sido amplamente divulgadas nas falas e textos. Por\u00e9m, o uso excessivo delas tem provocado desgastes consider\u00e1veis e esvaziamentos de sentidos. \u00c9 o caso de palavras como\u00a0<em>empoderamento<\/em>,\u00a0<em>protagonismo<\/em>,<em>\u00a0lugar de fala<\/em>\u00a0e v\u00e1rias outras.<\/p>\n<p>Muitas dessas palavras saem do \u00e2mbito de busca da diversidade e alteridade para se tornarem ditaduras e silenciamentos. A terminologia\u00a0<em>lugar de fala<\/em>\u00a0\u00e9 uma delas, em que alguns segmentos legitimam que somente os seus grupos podem falar sobre determinados temas, como \u00e9 o caso do feminismo desenvolvido por mulheres mais jovens e despojados de contextos hist\u00f3ricos. Muitas vezes esses discursos preconizam que somente mulheres podem falar sobre mulheres.<\/p>\n<p>Esse tipo de feminismo n\u00e3o faz distin\u00e7\u00e3o dos diferentes tipos de mulheres e as suas interse\u00e7\u00f5es (feminismo intersecional). Ao evocar\u00a0<em>lugar de fala<\/em>essas mulheres n\u00e3o explicam que existem diferen\u00e7as imensas entre mulheres negras, ind\u00edgenas, asi\u00e1ticas e brancas nos diferentes contextos sociais. Se o\u00a0<em>lugar de fala<\/em>\u00a0somente pode ser evocado por mulheres, \u00e9 poss\u00edvel, ent\u00e3o, uma mulher branca e burguesa falar sobre a realidade de outras mulheres n\u00e3o brancas e n\u00e3o burguesas?<\/p>\n<p>No entanto, a express\u00e3o\u00a0<em>lugar de fala<\/em>\u00a0\u00e9 colocada quase como um mantra, totalmente esvaziado de sentido e o tempo todo evocado em falas, por vezes raivosas, implicando em cassa\u00e7\u00e3o da palavra do outro.<\/p>\n<p>Outro termo \u00e9\u00a0<em>empoderamento<\/em>. Ele surge dentro do contexto dos anos 1960, na fase do movimento da contracultura ou movimento hippie, ao se falar do\u00a0<em>poder negro<\/em>\u00a0(<em>black power<\/em>), do\u00a0<em>poder feminista<\/em>\u00a0e do\u00a0<em>poder gay<\/em>. Ao adentrar o final dos anos 90 e as primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo 21, o termo\u00a0<em>poder<\/em>\u00a0d\u00e1 lugar a\u00a0<em>empoderamento<\/em>.<\/p>\n<blockquote><p>Com o agendamento das quest\u00f5es das diversidades, algumas palavras t\u00eam sido amplamente divulgadas nas falas e textos. Por\u00e9m, o uso excessivo delas tem provocado desgastes consider\u00e1veis e esvaziamentos de sentidos. \u00c9 o caso de palavras como<em>\u00a0empoderamento<\/em>,\u00a0<em>protagonismo<\/em>,\u00a0<em>lugar de fala<\/em>\u00a0e v\u00e1rias outras.<\/p><\/blockquote>\n<p>A palavra\u00a0<em>empoderamento<\/em>, amplamente utilizada na atualidade, foi perdendo a for\u00e7a a partir do momento em que ela se torna sin\u00f4nimo de monossemia, em que apenas o grupo pode falar sobre si mesmo e tem poderes sobre os demais. Assim, muito menos do que uma constru\u00e7\u00e3o interna de fortalecimento endo-cultural-pol\u00edtico. A palavra passou a ter o sentido da ideia de posse e subjuga\u00e7\u00e3o do outro. Empoderar-se passou a ser n\u00e3o o autoconhecimento e fortalecimento existencial do grupo, mas a imposi\u00e7\u00e3o exterior sobre qualquer outro.<\/p>\n<p>O termo\u00a0<em>protagonismo<\/em>\u00a0tamb\u00e9m est\u00e1 nesse tipo de atua\u00e7\u00e3o. Surgiu nos anos 60 com o princ\u00edpio de fazer com que a narrativa hist\u00f3rica fosse constru\u00edda pelos grupos\u00a0 s\u00f3cio-ac\u00eantricos; ou seja, por aqueles grupos com poucas representa\u00e7\u00f5es sociais e pol\u00edticas, independentemente da quantidade.<\/p>\n<p>Nesse sentido, havia necessidade interdisciplinar de buscar na\u00a0<em>Nova Hist\u00f3ria Francesa<\/em>\u00a0de Le Goff e Peter Burke outros elementos na composi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, como a antropologia. No jornalismo, as narrativas e mem\u00f3rias passam a ser valorizadas e personagens at\u00e9 ent\u00e3o considerados secund\u00e1rios passam a protagonizar as narrativas.<\/p>\n<p>Edvaldo Pereira Lima, no livro\u00a0<em>P\u00e1ginas ampliadas: o livro-reportagem como extens\u00e3o da literatura e do jornalismo<\/em>, aponta que nesse g\u00eanero de jornalismo novas hist\u00f3rias s\u00e3o contadas a partir de novos referenciais e novas vozes. \u00c9 o momento em que se tem a polissemia e a possibilidade de vozes, por vezes divergentes, protagonizando novas narrativas.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, o termo\u00a0<em>protagonismo<\/em>\u00a0na atualidade come\u00e7ou a sofrer desgaste consider\u00e1vel, sendo usado de forma aleat\u00f3ria e constante. De discurso poliss\u00eamico passou a ser monoss\u00eamico, quando n\u00e3o um mon\u00f3logo.<\/p>\n<p>Em dado momento, os termos que destacavam as diversidades passaram a ser usados at\u00e9 mesmo por aqueles que oprimiam os segmentos s\u00f3cio-ac\u00eantricos. Assim, os termos foram sendo polu\u00eddos e hoje j\u00e1 carecem de sentidos hist\u00f3ricos, culturais e sociais.<\/p>\n<p>Pesquisando h\u00e1 algumas d\u00e9cadas as quest\u00f5es das diversidades e suas interse\u00e7\u00f5es com a comunica\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica, tenho verificado transforma\u00e7\u00f5es importantes nas quest\u00f5es dos grupos s\u00f3cio-ac\u00eantricos. Da minha pesquisa de mestrado\u00a0<em>A representa\u00e7\u00e3o do negro em jornais no centen\u00e1rio da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura no Brasil\u00a0<\/em>(1993), que faz an\u00e1lise de conte\u00fado de mat\u00e9rias que abordavam a quest\u00e3o do negro, em 1988; passando pela minha pesquisa de doutorado\u00a0<em>Olhares negros: estudo da percep\u00e7\u00e3o cr\u00edtica de afro-descendentes sobre a imprensa e outros meios de comunica\u00e7\u00e3o<\/em>(2001), que faz an\u00e1lise dos estudos de recep\u00e7\u00e3o e a fala de comunicadores negros sobre a comunica\u00e7\u00e3o, e chegando \u00e0 minha pesquisa de livre-doc\u00eancia\u00a0<em>Os crit\u00e9rios de noticiabilidade da m\u00eddia impressa na cobertura de grupos s\u00f3cio-ac\u00eantricos em abordagem etnomidial\u00f3gica<\/em>\u00a0(2011), em que se busca na constru\u00e7\u00e3o do termo\u00a0<em>Etnomidialogia<\/em>\u00a0entender a diversidade na contemporaneidade e nessas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo 21, \u00e9 poss\u00edvel perceber que mudan\u00e7as est\u00e3o ocorrendo de forma surpreendente, mas n\u00e3o paradigm\u00e1ticas.<\/p>\n<p><strong>Compassos e descompassos das terminologias e suas apropria\u00e7\u00f5es: o papel da m\u00eddia<\/strong><\/p>\n<p>Desde o final dos anos 1980 a m\u00eddia brasileira vem se deparando com a complexidade da cobertura jornal\u00edstica dos grupos s\u00f3cio-ac\u00eantricos. Esse fen\u00f4meno j\u00e1 tinha sido observado em minha pesquisa de mestrado\u00a0<em>A representa\u00e7\u00e3o do negro em jornais no centen\u00e1rio da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura no Brasil<\/em>, financiada pelo CNPq e desenvolvida na ECA-USP, que prenunciava que o agendamento da m\u00eddia nos anos 1990 envolveria a quest\u00e3o da diversidade.<\/p>\n<p>A partir daquele momento observava-se o surgimento dos neocidad\u00e3os midi\u00e1ticos (afro-brasileiros, homossexuais, mulheres, idosos e outros grupos), que traziam quest\u00f5es de comportamento e cidadania no contexto da m\u00eddia, ou seja, de protagoniza\u00e7\u00e3o. Esse fen\u00f4meno dos movimentos sociais impulsionou a formula\u00e7\u00e3o de leis no Legislativo e as suas promulga\u00e7\u00f5es pelo Executivo, gerando projetos governamentais nesse sentido.<\/p>\n<blockquote><p>O termo<em>\u00a0protagonismo<\/em>\u00a0tamb\u00e9m est\u00e1 nesse tipo de atua\u00e7\u00e3o. Surgiu nos anos 60 com o princ\u00edpio de fazer com que a narrativa hist\u00f3rica fosse constru\u00edda pelos grupos\u00a0 s\u00f3cio-ac\u00eantricos; ou seja, por aqueles grupos com poucas representa\u00e7\u00f5es sociais e pol\u00edticas, independentemente da quantidade.<\/p><\/blockquote>\n<p>\u00c9 interessante observar que desde a segunda metade do s\u00e9culo XIX o negro, por exemplo, estava presente como informa\u00e7\u00e3o nos jornais da \u00e9poca. Mas as coberturas nos jornais n\u00e3o o colocavam como sujeito, apenas como objeto que justificava o\u00a0<em>status quo<\/em>\u00a0da \u00e9poca. Era visto como vil\u00e3o, quando se rebelava em sua situa\u00e7\u00e3o de escravizado, ou como o bom escravo ou o bom liberto, quando aceitava resignadamente a sua sina.<\/p>\n<p>J\u00e1 o afro-brasileiro do final dos anos 1980 e d\u00e9cadas posteriores \u00e9 retratado com outras angula\u00e7\u00f5es na m\u00eddia, fruto do crescimento dos movimentos sociais em decorr\u00eancia da democratiza\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds. Outros grupos tamb\u00e9m come\u00e7aram a ter express\u00f5es pol\u00edtico-sociais mais enf\u00e1ticas, tais como o segmento LGBTT (L\u00e9sbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transg\u00eaneros) e v\u00e1rios outros. Esse fen\u00f4meno foi observado na pesquisa\u00a0<em>Olhares negros: estudo da percep\u00e7\u00e3o cr\u00edtica de afro-descendentes sobre a imprensa e outros meios de comunica\u00e7\u00e3o<\/em>, tamb\u00e9m desenvolvida na ECA-USP e financiada pelo CNPq.<\/p>\n<p>No processo de desenvolvimento das pesquisas realizadas, \u00e0 medida que os segmentos \u00e9tnico-sociais v\u00e3o tendo outras express\u00f5es pol\u00edtico-sociais, h\u00e1 uma mudan\u00e7a tamb\u00e9m nas terminologias. Observo que os termos v\u00e3o tendo outros significados \u00e0 medida que os fen\u00f4menos sociais v\u00e3o se transformando. Esse \u00e9 o caso do conjunto de termos (minorias; minorizados e s\u00f3cio-ac\u00eantricos) que \u00e9 apresentado nas pesquisas de comunica\u00e7\u00e3o e n\u00e3o podem ser visto como sin\u00f4nimos.<\/p>\n<p>Por exemplo, na contemporaneidade o termo\u00a0<em>minorias<\/em>\u00a0\u00e9 impreciso, considerando que equivocadamente se associa a quantidade, apesar de amplamente utilizado na sociologia como sendo os segmentos com limitadas representa\u00e7\u00f5es pol\u00edtica e social. O termo\u00a0<em>minorizado<\/em>s induz a pensar a diversidade no campo da marginalidade social, quando pesquisas econ\u00f4micas apontam que os grupos da diversidade t\u00eam tido um significativo avan\u00e7o econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Pelos motivos apresentados, passei a usar epistemologicamente o termo s\u00f3cio-ac\u00eantricos para me referir aos segmentos \u00e9tnico-sociais, considerando que s\u00e3o grupos que podem ser melhor entendidos no contexto da neocidadania. Todas essas mudan\u00e7as levaram a repensar o conjunto hist\u00f3rico dos estudos da diversidade na comunica\u00e7\u00e3o e os avan\u00e7os e involu\u00e7\u00f5es da m\u00eddia na cobertura dos fen\u00f4menos \u00e9tnico-sociais.<\/p>\n<p>Essas quest\u00f5es foram levantadas na pesquisa de livre-doc\u00eancia\u00a0<em>Os crit\u00e9rios de noticiabilidade da m\u00eddia impressa na cobertura de grupos s\u00f3cio-ac\u00eantricos em abordagem etnomidial\u00f3gica<\/em>. Nesse estudo, destaco o termo Etnomidialogia, que entendo como um campo te\u00f3rico do estudo da diversidade na comunica\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica e como uma \u00e1rea da Midialogia Cient\u00edfica.<\/p>\n<p><strong>De oprimido a opressor<\/strong><\/p>\n<p>Ao se observar as terminologias, fazendo contraponto com a imprensa e alguns movimentos sociais, h\u00e1 descompassos. Verificam-se evolu\u00e7\u00f5es, involu\u00e7\u00f5es e desgastes de termos. As excessivas segmenta\u00e7\u00f5es enunciam que cada grupo busca a sua identidade, por\u00e9m observa-se que a segmenta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m vai gerando cada vez mais individualidades.<\/p>\n<p>Um desses segmentos \u00e9 o LGBT. Atualmente ainda podem ser inclu\u00eddos na sigla o \u201cQ\u201d (de\u00a0<em>queer<\/em>); o \u201cA\u201d (de assexuais) e o \u201cI\u201d (de intersexuais). Cada letra garante um universo bastante diferente um do outro apenas unido pela sigla, que hoje \u00e9 LGBTQAI (ou LGBT+).<\/p>\n<blockquote><p>Outros grupos tamb\u00e9m come\u00e7aram a ter express\u00f5es pol\u00edtico-sociais mais enf\u00e1ticas, tais como o segmento LGBTT (L\u00e9sbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transg\u00eaneros) e v\u00e1rios outros. Esse fen\u00f4meno foi observado na pesquisa\u00a0<em>Olhares negros: estudo da percep\u00e7\u00e3o cr\u00edtica de afro-descendentes sobre a imprensa e outros meios de comunica\u00e7\u00e3o<\/em>, tamb\u00e9m desenvolvida na ECA-USP e financiada pelo CNPq.<\/p><\/blockquote>\n<p>Diferentemente, no feminismo, alguns segmentos, como o radical, consideram as mulheres de forma monol\u00edtica. Inclusive utilizando-se o slogan\u00a0<em>mexeu com uma, mexeu com todas<\/em>, dando a entender que todas as mulheres est\u00e3o juntas em uma \u00fanica causa. Mas em qual causa? Por que pouco se fala nesse contexto dos estupros e viol\u00eancias sofridos pelas mulheres ind\u00edgenas? Por qual motivo se fala t\u00e3o pouco da explora\u00e7\u00e3o do trabalho dom\u00e9stico das mulheres negras?<\/p>\n<p>Portanto, observa-se que as terminologias como\u00a0<em>empoderamento<\/em>,\u00a0<em>lugar de fala<\/em>\u00a0e<em>\u00a0protagonismo<\/em>\u00a0aos poucos passaram a ser usadas pelos grupos com poderes aquisitivos e de dom\u00ednio e n\u00e3o de liberta\u00e7\u00e3o dos grupos discriminados. Aquilo que pode ser chamado de apropria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Est\u00e1 na hora dos movimentos sociais repensarem os seus pap\u00e9is e os seus vazios sem\u00e2nticos, muitas vezes aproximados dos interesses capitalistas e de mercado. Nesse sentido, concordo quando Marilena Chau\u00ed diz que, no caso das mulheres, a entrada no mercado de trabalho em uma sociedade capitalista \u00e9 leg\u00edtima. Por\u00e9m, o erro da mulher foi entrar nesse mercado para ser explorada at\u00e9 mais do que o homem e n\u00e3o para modificar as rela\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n<p>O mesmo tamb\u00e9m caberia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s uni\u00f5es homoafetivas. Luta-se para ter o direito leg\u00edtimo ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Por\u00e9m, o segmento n\u00e3o tem lutado para modificar a decadente f\u00f3rmula heteronormativa de rela\u00e7\u00f5es conjugais. Talvez o maior desafio dos grupos da diversidade seja quebrar o mimetismo das f\u00f3rmulas tradicionais e conservadoras e edificar novos paradigmas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ricardo Alexino Ferreira \u00e9 professor associado (livre-docente) da ECA e membro da Comiss\u00e3o de Direitos Humanos da USP Publicado no<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":664,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[39,57,58],"class_list":["post-663","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria","tag-direitos-humanos","tag-mulher","tag-negro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cje.eca.usp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/663","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cje.eca.usp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cje.eca.usp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cje.eca.usp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cje.eca.usp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=663"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/cje.eca.usp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/663\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":667,"href":"https:\/\/cje.eca.usp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/663\/revisions\/667"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cje.eca.usp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/664"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cje.eca.usp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=663"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cje.eca.usp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=663"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cje.eca.usp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=663"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}