{"id":2963,"date":"2021-02-11T16:56:18","date_gmt":"2021-02-11T19:56:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.usp.br\/cje\/?p=2963"},"modified":"2022-06-02T13:18:18","modified_gmt":"2022-06-02T16:18:18","slug":"fenaj-denuncia-alto-indice-de-mortes-por-covid-19-entre-jornalistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cje.eca.usp.br\/?p=2963","title":{"rendered":"FENAJ denuncia alto \u00edndice de mortes por Covid-19 entre jornalistas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/fenaj.org.br\/fenaj-denuncia-alto-indice-de-mortes-por-covid-19-entre-jornalistas\" target=\"_blank\">FENAJ em 11 de fevereiro de 2021<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Desde o in\u00edcio da pandemia at\u00e9 o final de janeiro, pelo menos 94 profissionais de imprensa perderam a vida&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisa realizada pelo Departamento de Sa\u00fade, Previd\u00eancia e Seguran\u00e7a da Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jornalistas (FENAJ) comprovou que os profissionais da imprensa est\u00e3o entre as principais v\u00edtimas da Covid-19.&nbsp;Do in\u00edcio da pandemia, em 2020, at\u00e9 o final de janeiro deste ano, pelo menos 93 profissionais morreram em decorr\u00eancia da Covid-19. Depois da conclus\u00e3o da pesquisa, a rep\u00f3rter cinematogr\u00e1fica Vanusa Torchi, de S\u00e3o Paulo tamb\u00e9m faleceu, elevando o n\u00famero para 94.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A situa\u00e7\u00e3o agravou-se nos \u00faltimos meses, com um crescimento dos \u00f3bitos. Entre julho e agosto de 2020, as mortes na categoria se mantiveram relativamente est\u00e1veis. Nos \u00faltimos dois meses de 2020 houve um crescimento acelerado e explodiu em janeiro de 2021: 25% dos casos de mortes ocorreram neste m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Amazonas e S\u00e3o Paulo s\u00e3o os dois estados com maior n\u00famero de casos: 14 mortes em cada. Mas chama a aten\u00e7\u00e3o os n\u00fameros do Amazonas, que tem uma popula\u00e7\u00e3o dez vezes menor&nbsp;&nbsp;que S\u00e3o Paulo (4,2 milh\u00f5es contra 44,6 milh\u00f5es ). O estado tornou-se, a partir de janeiro, s\u00edmbolo da fal\u00eancia dos poderes p\u00fablicos, em especial do governo federal, no combate \u00e0 pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rio de Janeiro, com nove \u00f3bitos, e Paran\u00e1, com oito, completam a lista dos estados com maior n\u00famero de casos fatais na categoria. A Para\u00edba, com uma popula\u00e7\u00e3o quase id\u00eantica \u00e0 do Amazonas (4 milh\u00f5es de habitantes), registrou cinco mortes de jornalistas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O diretor do Departamento de Sa\u00fade e coordenador da pesquisa, Norian Segatto, disse que os n\u00fameros s\u00e3o assustadores, mas ainda podem estar subestimados.&nbsp; \u201cN\u00e3o existe um mecanismo o oficial de registro dos casos e nem sempre a morte do profissional de imprensa \u00e9 noticiada\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Metodologia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa da FENAJ foi realizada por meio de buscas em notas de jornais, informa\u00e7\u00f5es coletadas com os sindicatos de jornalistas de todo o pa\u00eds e relatos vindos diretamente de amigos e parentes das v\u00edtimas. A FENAJ manteve no conjunto das v\u00edtimas alguns profissionais identificados como radialistas (que igualmente s\u00e3o profissionais da comunica\u00e7\u00e3o), por n\u00e3o ter sido poss\u00edvel confirmar o registro profissional de cada um.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A an\u00e1lise dos dados coletados tamb\u00e9m revelou a idade das v\u00edtimas. O maior n\u00famero (23) estava na faixa et\u00e1ria de 51 a 60 anos, e outras 22 v\u00edtimas fatais da doen\u00e7a tinham entre 61 e 70 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na an\u00e1lise de g\u00eanero, os homens s\u00e3o maioria absoluta entre as v\u00edtimas, somando 91,4% do total. Entre as v\u00edtimas mulheres (8,6%), chama a aten\u00e7\u00e3o o fato de serem mais jovens. Metade tinha menos de 35 anos, tr\u00eas delas estavam entre 47 e 52 anos e em uma n\u00e3o se conseguiu ainda apurar a idade. Ou seja, foram mortes bastante precoces.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a FENAJ, o maior respons\u00e1vel por esses n\u00fameros \u00e9 o governo de Jair Bolsonaro, por sua pol\u00edtica genocida, que em vez de combater contribuiu para o avan\u00e7o da pandemia no pa\u00eds. Mas tamb\u00e9m as empresas de comunica\u00e7\u00e3o t\u00eam sua parcela ao expor trabalhadores a condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o seguras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Norian Segatto lembra ainda que, infelizmente h\u00e1 entre a categoria uma minoria de profissionais que compactua com a tese da \u201cgripezinha\u201d e ajuda a disseminar desinforma\u00e7\u00f5es para a popula\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c0s fam\u00edlias, amigos, colegas de trabalho de todas as v\u00edtimas da Covid-19, em especial dos trabalhadores da imprensa, nosso mais profundo pesar. Elas n\u00e3o s\u00e3o apenas n\u00fameros de uma macabra estat\u00edstica, s\u00e3o pessoas, que viram ceifados sonhos, futuro, vida\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os n\u00fameros da pesquisa comprovaram o que a FENAJ j\u00e1 vinha afirmando: os jornalistas est\u00e3o na linha de frente do combate \u00e0 Covid-19, com a cobertura da pandemia, e por isso mesmo est\u00e3o vulner\u00e1veis. Esse \u00e9 o motivo pelo qual a FENAJ orientou os Sindicatos de Jornalistas a solicitarem aos governos estaduais\/municipais a inclus\u00e3o da categoria entre os grupos priorit\u00e1rios para a vacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/fenaj.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/DOSSIE-FENAJ-COVID19_2020_2021.pdf\">Acesse aqui o relat\u00f3rio<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FENAJ em 11 de fevereiro de 2021 Desde o in\u00edcio da pandemia at\u00e9 o final de janeiro, pelo menos 94<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2964,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"no_sidebar_content_centered","colormag_page_sidebar_layout":"no_sidebar","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[15,210,113,239],"class_list":["post-2963","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria","tag-jornalismo","tag-pandemia","tag-pesquisa","tag-relatorio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cje.eca.usp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2963","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cje.eca.usp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cje.eca.usp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cje.eca.usp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cje.eca.usp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2963"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/cje.eca.usp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2963\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2965,"href":"https:\/\/cje.eca.usp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2963\/revisions\/2965"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cje.eca.usp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2964"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cje.eca.usp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2963"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cje.eca.usp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2963"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cje.eca.usp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2963"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}